Diabetes: entenda a relação entre glicose, insulina e alimentação
- Grupo Ana Rosa
- 18 de jul.
- 3 min de leitura

Todos os dias temos uma série de atividades a cumprir. São tantas as tarefas que, às vezes, nos perguntamos de onde tiramos energia para dar conta de todas elas.
Parte importante da resposta está na glicose, substância que funciona como “combustível” do nosso corpo. No diabetes, esse combustível não é levado adequadamente a todas as nossas células. Ele permanece no sangue, causando uma série de sintomas.
O papel da glicose e da insulina no organismo
A glicose vem dos alimentos. Para que seja levada a todo o corpo, ela precisa da insulina, hormônio fabricado pelo pâncreas.
Quando o nível de glicose no sangue atinge seu ponto mais alto, o pâncreas reduz a produção de insulina.
Nos diabéticos sem tratamento, o nível de glicose no sangue permanece elevado. Isso acontece porque, sem a insulina, a glicose não consegue “entrar” nas células.
Entendendo de forma simples
Podemos comparar a corrente sanguínea a um enorme corredor cheio de portas fechadas. Cada porta representa uma “sala” (as células).
A glicose passa por esse corredor e precisa entrar em todas as salas para levar energia a elas. A insulina seria a chave capaz de abrir as portas para a glicose passar.
Caso essa chave não abra as portas, a glicose continua no corredor, isto é, permanece no sangue.
O diabetes, quando não tratado adequadamente, provoca aumento e queda dessas taxas, causando sintomas variados e complicações graves.
Como controlar a glicemia no sangue
A alimentação tem papel importante no controle da glicemia. Algumas escolhas podem contribuir para o equilíbrio dos níveis de glicose no sangue.
Preferir:
Alimentos ricos em fibras (pão, arroz, biscoitos integrais, aipim e leguminosas);
3 porções de frutas por dia:1 porção = 1 banana ou 1 maçã ou 1 cacho pequeno de uvas ou ½ manga ou ¼ de abacate;
2 colheres de sopa de farelo de aveia (reduz a absorção de glicose e colesterol);
Azeite de oliva extra virgem (fonte de antioxidantes e ácido graxo monoinsaturado), óleo de canola, margarina macia ou líquida com até 40% de lipídios;
Alternar peixes gordos como sardinha, atum e salmão (fontes de ômega 3) com peito de frango e carne bovina magra (coxão-duro e patinho);
Saladas cruas (folhosos) à vontade;
Fracionamento da dieta em seis refeições por dia ou intervalos de 3 em 3 horas (refeições pouco volumosas e com fonte de proteína antes de dormir para evitar hipoglicemia à noite).
Evitar:
Gordura saturada (pele de aves, carnes gordas bovinas e suínas, leite de coco, creme de leite, bacon, manteiga, toucinho, leite integral e azeite-de-dendê);
Açúcares (sacarose, mel, melado, rapadura, sorvetes, gelatinas, frutas cristalizadas, geleias e doces de corte);
Adoçantes à base de frutose, sorbitol e manitol (contribuem para as complicações crônicas do diabetes);
Cereais refinados (arroz, pão, biscoito, bolo e preparações feitas com farinha de trigo refinada);
Mistura de arroz + pão + macarrão + batata na mesma refeição;
Refrigerantes, sucos prontos e artificiais;
Pão doce, biscoito recheado e chocolate;
Frituras;
Bebidas alcoólicas;
Jejum prolongado ou excesso de alimentação.
Não consumir abusivamente café, chá mate e refrigerante devido ao alto teor de cafeína, pois essa substância aumenta a glicemia por ser um estimulante do Sistema Nervoso Central.
A importância das fibras no controle da glicemia
Muitos estudos têm mostrado que o consumo de algumas fibras afeta o metabolismo da glicose.
As fibras solúveis em água são vistas como sendo mais eficazes em provocar mudanças no metabolismo dos carboidratos do que as fibras insolúveis.
Essas fibras solúveis, encontradas na aveia, no bagaço de laranja e na casca de frutas como maçã e goiaba, podem reduzir a hiperglicemia (alta taxa de glicose no sangue).
Quando ingeridas, elas provocam atraso do esvaziamento gástrico (atraso na liberação do bolo alimentar do estômago para o intestino). Com isso, a glicose vai sendo liberada lentamente no intestino delgado e sua concentração no sangue eleva-se também mais lentamente.
Assim, o consumo de alimentos ricos em fibras junto com as refeições funciona como adjunto no tratamento do diabetes.
Conteúdo elaborado por: Nutricionista Maria Nicolau
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